A Polícia Militar foi acionada na madrugada de 26 de abril em Dourados por uma mulher que relatou um indivíduo ameaçando sua mãe com duas facas. A equipe deslocou-se imediatamente para a Rua Wilma Álvares, no Parque Rincão I.
No local, os policiais encontraram o suspeito em frente à residência, já contido por populares que o impediam de entrar. Durante a abordagem, o homem resistiu às ordens, exigindo o uso moderado e proporcional da força para contê-lo. Uma faca foi encontrada na cintura do suspeito e outra, retirada por terceiros, foi entregue aos policiais.
Enquanto era levado à viatura, o indivíduo proferiu ofensas à equipe policial, utilizando expressões de baixo calão.
A vítima, ex-companheira do agressor, informou que o relacionamento de cerca de cinco anos havia terminado há aproximadamente 12 meses, mas ele não aceitava o rompimento. O homem chegou a residir nos fundos da casa por um tempo, mas recusou-se a sair, afirmando:
eu não vou embora, eu vou infernizar sua vida
Na data do ocorrido, por volta da 0h, o suspeito chegou embriagado, quebrou os vidros de duas janelas da residência, gritou e ameaçou a vítima, dizendo:
eu vou matar você e sua família
A vítima relatou que essa foi a primeira ocorrência registrada contra o agressor, motivada pela escalada da violência e o temor pela segurança de sua família.
O genro da vítima, que estava no local para ajudar, relatou que o agressor tentou atingi-lo com uma faca, forçando-o a buscar abrigo dentro da residência.
O suspeito apresentava sinais visíveis de embriaguez, lesões no rosto e um corte na mão direita com sangramento ativo. Ele não soube informar a origem das lesões, sugerindo que poderiam ser dos estilhaços de vidro ou do manuseio da faca.
Devido às lesões, o agressor foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dourados para atendimento médico antes de ser encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) com as duas facas apreendidas, para as medidas legais cabíveis.
A vítima manifestou interesse em medidas protetivas de urgência, solicitando o afastamento do agressor, proibição de aproximação e de contato. Ela foi orientada sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha e sobre a rede de proteção à mulher.