Um advogado registrou um boletim de ocorrência em Dourados após tomar conhecimento de um golpe envolvendo o uso indevido de sua identidade e dados processuais. A fraude, ocorrida em 29 de janeiro de 2026, utilizou um perfil falso no WhatsApp, com a foto do profissional, para enganar uma cliente, resultando em um prejuízo de três mil reais. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Dourados.
De acordo com o registro policial, uma cliente do advogado recebeu uma mensagem via WhatsApp com a foto de perfil do comunicante, acompanhada de informações pessoais e detalhes processuais precisos. A mensagem afirmava que o processo havia sido julgado favorável, o que fez com que a vítima não desconfiasse da tentativa de fraude inicial.
Ainda no decorrer do contato fraudulento, a cliente foi envolvida em uma chamada de vídeo com uma pessoa que se identificou como promotor. Essa sequência de eventos levou ao convencimento da vítima, que acabou realizando um empréstimo e sofrendo um prejuízo financeiro de três mil reais.
A cliente só percebeu que havia caído em um golpe após entrar em contato direto com seu advogado, que prontamente confirmou a fraude. O profissional do direito relatou que, posteriormente, descobriu que sua carteira de clientes estava sendo alvo de tentativas semelhantes de fraude eletrônica, com ligações de diversos números desconhecidos.
Diante da série de golpes, o advogado providenciou avisos junto aos seus meios eletrônicos e atualizou o status de seu WhatsApp para alertar outros clientes sobre a situação. O registro do boletim de ocorrência foi feito para que as medidas cabíveis fossem tomadas e para a preservação de seus direitos e de seus clientes.
O fato ocorreu em 29 de janeiro de 2026 e o registro na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Dourados foi realizado no mesmo dia, por volta das 13h54. A ocorrência foi classificada inicialmente como falsidade ideológica, considerando o uso indevido da identidade do profissional.
A Polícia Civil iniciará as investigações para identificar os responsáveis pela fraude eletrônica e pela falsidade ideológica. Serão apuradas as origens dos contatos e os meios utilizados para enganar as vítimas.
O caso segue em apuração pelas autoridades competentes para coibir a prática de golpes que utilizam a imagem e os dados de profissionais para enganar a população.